segunda-feira, 15 de junho de 2020

Capítulo 4




Mário Marinho de Carvalho Behring,




No século XIX surge Mário Marinho de Carvalho Behring, mineiro de Ponte Nova, nascido em 27 de janeiro de 1876.  Engenheiro Agrônomo, jornalista e escritor, um jovem muito talentoso e dedicado em seus trabalhos.

Iniciou na maçonaria simbólica em sua cidade natal em 20 de setembro de 1898, na Loja Maçônica “UNIÃO COSMOPOLITA” com apenas 22 anos de idade, chegando sem muita demora a empunhar o Primeiro Malhete de sua Oficina,  continuou  em Ponte Nova até 1901, quando se transferiu para a cidade do Rio de Janeiro, então capital da República.
Pelo seu comprovado gosto pelos estudos Maçônicos. foi nomeado Membro da Comissão de Redação do Boletim Oficial do Grande Oriente do Brasil, até então a única potência maçônica simbólica existente no Brasil.

Em 1906 foi eleito Grande Secretário Adjunto do"GOB".
Em 1907 elaborou o Projeto de Constituição daquela potência maçônica, que nesse mesmo ano foi promulgada. Também em 1907 foi eleito membro efetivo do então Supremo Conselho do Grau 33 para o Estados Unidos do Brasil.

Mário Behrig, como grande estudioso que era, começou a comparar seus estudos sobre a Ordem com as estruturas do Grande Oriente do Brasil, passando a influenciar na reformulação dos procedimentos da mesma.

Em 1908 criou o Conselho Geral da Ordem, passando a exercer o cargo de Grande Orador, por sucessivas reeleições permanecendo no cargo até 1917.
De 1909 a 1912 exerceu por duas vezes o cargo de Grande Secretário interino. Em 1919 foi eleito Grande Chanceler e em 1921, Grão-Mestre-Adjunto, vindo a exercer por duas vezes o cargo de Grão Mestre em caráter interino.

Mário Behring, já compreendendo que a maçonaria praticada no Brasil era considerada irregular no âmbito internacional, pelo fato de que os dois cargos, o do Grão Mestrado e do Supremo Conselho não podem ser administrados por uma mesma diretoria.
Ao participar como Grão Mestre Adjunto do GOB no Congresso de Lausanne em 1921, começou a sugerir ao GOB a regularização da mesma, pois o Supremo Conselho do Grau 33 teria que ser administrado por um maçom que fosse investido no Rito e serem grau 33 independente do Grão Mestre do Grande Oriente.
Tal questão já havia sido objeto de consideração em vários Congressos Internacionais e a maçonaria brasileira sendo alertada do perigo dessa união que poderia arrastar o Supremo Conselho à irregularidade. Tal advertência repetiu-se no Congresso de Lausanne de 1921.
No ano seguinte, em 1922, ele sendo eleito ao cargo de Grão Mestre Geral e também ao de Soberano Grande Comendador.

 No cargo de Grão Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil ele foi o décimo nono irmão a ocupar este tão importante cargo na maçonaria simbólica brasileira, do período de sua fundação em 1822 até 1925.

No cargo de Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria Para a República Federativa do Brasil ele foi o décimo oitavo brasileiro a ocupar este tão importante cargo no Brasil do período de sua instalação em 1832 até 1933.

Mario Behring, ao tomar posse no cargo de Grão Mestre Geral da maçonaria simbólica do Grande Oriente do Brasil, também no de Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria Para a República Federativa do Brasil em 1922.

De imediato inicia o trabalho de separação dos corpos maçônicos, iniciativa que durou de 1922 a 1925, em um período de muita turbulência na administração da maçonaria brasileira.
Em seu mandato de 28 de junho de 1922 a 13 de julho de 1925, investindo-se no cargo na data prevista e recebendo do Grão Mestre Tomás Cavalcante de Albuquerque, fez sentir ao Grande Oriente do Brasil e ao Supremo Conselho a irregularidade que existia.
 Foi a partir desse período que passou a trabalhar na separação dos dois Altos Cargos, onde cada um elegeria, separadamente, seus dignitários máximos.
Da criação do Supremo conselho no Brasil em 1832 a 1925 foram noventa e três anos e sua história, em grande parte, confunde-se com a história do Grande Oriente do Brasil, elevando o Supremo Conselho a uma pura rotina administrativa interna.

A partir de 1864 apenas um Soberano Grande Comendador do supremo Conselho do Brasil não consta na relação de Grãos Mestres do GOB que ao mesmo tempo estava exercendo os dois cargos foi Joaquim Saldanha Marinho de (1872-1883).
Mário Behring foi o decimo primeiro Grão Mestre do GOB que ao tomar posse no Grão Mestrado estava assumindo também o Supremo Conselho.
Os Grãos Mestres que ocuparam ao mesmo tempo os dois cargos foram:

•De 1865-1870 - Joaquim Marcelino de Brito.
•De 1870-1872 - José Maria da Silva Paranhos.
De 1872-1883- Joaquim Saldanha Marinho. ”Não”
•De 1883-1885 - Francisco José Cardoso Júnior.
•De 1885-1890 - Luiz Antônio Vieira da Silva.
•De 1890-1891 - Manoel Deodoro da Fonseca.
•De 1891-1901 - Antônio Joaquim de Macedo Soares.
•De 1901-1904 - Quintino Bocaiúva.
•De 1904-1916 - General Lauro Nina Sodré e Silva.
•De 1916-1919 - Nilo Procópio Peçanha.
•De (1919-1922) General Thomaz Cavalcante de Albuquerque.
•De 1922-1925 - Mário Marinho de Carvalho Behring.

Uma vez concluída a separação dos dois corpos, seguindo o modelo do resto do mundo, Mário Behring não mais se candidatou ao cargo de Grão Mestre, mas sim ao de Soberano Grande Comendador. Reelegendo para o período de 1925 até 1933, sendo agraciado com o título de Soberano Grande Comendador “ad vitam”.
 Seu sucessor no Grão Mestrado foi o Irmão Vicente Saraiva de Carvalho Néri.
Nessa negociação, o Grande Oriente do Brasil foi reconhecido pelo Supremo Conselho como a única potência regular no Brasil para os três graus simbólicos do 1 ao 3 do Rito Escocês Antigo e Aceito.
Assim como o Grande Oriente do Brasil reconheceu o Supremo Conselho como a única potência regular no Brasil, com jurisdição sobre os graus superiores do 04 ao 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito, traçando assim uma linha divisória entre a Maçonaria Simbólica dos Grãos 1 ao 3 e dos Graus Superiores do Grau 4 ao 33.
“A maçonaria simbólica não depende da dos Graus superiores para sua existência, mas ao contrário, a dos Graus superiores do 4 ao 33 depende totalmente a dos Graus Simbólicos ou seja, para pertencer a dos Graus superiores o maçom necessariamente deve ser mestre e estar regular em uma loja simbólica.”

Sucessores de Mário Behring no Grão Mestrado:

De (1925-1926): Vicente Saraiva de Carvalho Neiva.
De (1926-1927): João Severiano da Fonseca Hermes.
De (1927-1933): Octávio Kelly.









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