quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Introdução

 MAÇONARIA

A Maçonaria é a maior e mais antiga organização fraternal do planeta. Não se sabe exatamente como e quando começou. Para muitos estudiosos, a maçonaria teve origem com as sociedades de pedreiros, também conhecidas como guildas medievais dos construtores em seus  canteiros de obras onde os pedreiros planejavam suas construções em época que não tinha os arquitetos e nem engenheiros.

Os pedreiros teriam que exercer a função de engenheiro e arquiteto ao mesmo tempo em  construções dos castelos, catedrais e outros.

 Eles teriam que ter um lugar reservado para estudos  preparação dos projetos, um lugar secreto ou  reservados para o preparo dos seus projetos  de suas construções .

Após o declínio de o Império Romano partir do século IV, os nobres romanos afastaram-se das antigas cidades e levaram consigo pedreiros, artesões, camponeses para proteção mútua na agricultura, pecuária e outros, também  para se proteger dos bárbaros. Dando início ao sistema de produção baseado na contratação servil. 

Ao se fixar em novas terras, os nobres necessitavam de castelos para sua habitação e fortificações para proteger o feudo. Como a arte de construção não era dos nobres, deveria advir do povo:  como as atividades agrícola, agropecuária e da construções, novas classe surgiu.

Os construtores, herdeiros das técnicas romanas egrégios de construção civil que formava a guildas dos construtores ou pedreiros.

Outras guildas  se formaram: artesão, ferreiro, marceneiros, tecelões enfim, toda a necessidades do feudo teria que ser produzido  por eles.

A maioria das guildas limitava-se, no entanto às fronteiras do feudo.

A guildas dos pedreiros que era os construtores necessitava mover-se em todo feudo  para a construção das moradias, estradas e das novas fortificações.

As demais guildas seus membros não tinham o direito de ir e vir no feudo eram limitados. Direito este que hoje temos e nos é tão liberado.

Os segredos da construção era guardados com incomensurável  zelo, visto que, se caíssem em domínio público às regalias concedidas à categoria, cessariam. 

Também não havia interesse em popularizar a profissão de pedreiro, uma vez que o sistema feudal exigia a atividade agropecuária e outros dos vassalos.

"Portanto a maçonaria surgiu na Idade Média, por meio de encontros de membros de  guilda de pedreiros. Os seus membros usavam palavras e símbolos secretos para que pudessem reconhecer uns aos outros sem que fossem percebidos por todos." As reuniões eram feitas em lugares secretos.

O nome maçom vem do francês, que quer dizer pedreiro. A organização surgiu na Idade Média, época de grandes construções em pedras.

Surgindo partir de uma espécie de embrião dos sindicatos: as chamadas corporações de ofício.

Na Idade Média o ofício de pedreiro era uma condição cobiçada pela maioria dos trabalhadores. Sendo esta a única guilda que tinha o direito de ir e vir em  todo feudo. Para não perder suas regalias o segredo de construir  deveria ser guardado com bastante zelo.

Os estudiosos e pesquisadores maçônicos, via de regra, dividem a história da Maçonaria em três períodos:

1.   Maçonaria Primitiva.


2.   Maçonaria Operativa.


3.   Maçonaria Especulativa.


 

MAÇONARIA PRIMITIVA

 

 A maçonaria primitiva, ou "pré-maçonaria", é o período que abrange todo o conhecimento herdado do passado mais remoto da humanidade até o advento da maçonaria operativa. Há quem busque nas primeiras civilizações sua origem iniciativa.

A origem mais aceita, segundo a maioria dos historiadores, é que a Maçonaria Moderna descende das guildas dos antigos construtores de igrejas, catedrais, nos tempos que ainda não existia os Arquitetos e nem Engenheiros.

Corporações formadas sobre a influência da Igreja na Idade Média, até o advento da Maçonaria Operativa.

 

MAÇONARIA OPERATIVA

  A Maçonaria Operativa, que se estende por toda a Idade Média e  Renascença e terminando com a fundação da Grande Loja de Londres.

Compreende a história dos operários, pedreiros medievais, construtores de obras históricas que muitas delas ainda têm ate os dias de hoje. Basílicas, catedrais, igrejas, abadias, mosteiros, conventos, palácios, castelos, torres, casas nobres, mercados e paços e muitos outros.

A origem da maçonaria perde no tempo, se considerarmos a sua origem primitiva, ou seja, associação de verdadeiros construtores e cortadores de pedras, que tinha como ofício a arte de construção de castelos, muralhas etc.

Na Idade Média o ofício de pedreiro era uma profissão cobiçada por todo o trabalhador. Sendo esta a única guilda que tinha o direito de ir e vir transitando em todo feudo.

Para não perder suas regalias o segredo de pedreiro deveria ser guardado com bastante zelo.

Compreende a história dos pedreiros medievais, construtores obras históricas que muitas delas ainda existem ate os dias de hoje.

Podemos ver as basílicas, catedrais, mosteiros, conventos, palácios, castelos, torres, casas nobres, mercados e paços municipais.

 Por vezes protegidos pelos Papas os quais deles eram dependentes para suas grandes realizações. Os Maçons operativos eram essencialmente católicos.

Segundo historiadores da maçonaria operativa ela foi  criada por irmãos oriundos  das guildas de pedreiros sendo maçonaria independente.

A Maçônicas operativa que era independente até  1717 foi em Londres que os maçons das lojas independentes se reuniram no adro na taverna da igreja de São Paulo e criaram a primeira Grande Loja maçônica do mundo.

A Maçonaria Operativa que surgiu das guildas de pedreiros se estendeu  por toda a Idade Média e termina com a fundação da Grande Loja de Londres em 24 de junho de 1717, Como a conhecemos  ate os dias de hoje.



MAÇONARIA ESPECULATIVA

 

Foi em 24 de junho de 1717, na Inglaterra,  que teve origem a Maçonaria Especulativa.

A partir dessa data, a Maçonaria passou a  ser denominada de "Maçonaria Especulativa" que é a que temos hoje.

Londres, berço da maçonaria regular veio à sua reconstrução física da cidade e a ruptura da maçonaria com a Igreja Romana

Temos visto em nosso governante ate os dias de hoje que em determinadas épocas de dificuldades para administra o pais proíbe alguns tipos de manifestações e reunião secreta foi o que aconteceu com o Rei da França Luis XV em 1737.

O Rei Luiz XV ainda de menor de idade no ano em 1715  herdou a coroa da França com o falecimento prematuro de seu avo  Luiz XIV.

 Seu pai seria o herdeiro porem já falecido.  Luís  XV, torna-se  maior em 1723. Seu Reinado foi de 1715 a 1774.

Foi um período de algumas dificuldade em sua administração teve  guerras com  Austrália e a Rússia.


Em 1737. Tendo iniciado a sua longa história de condenação pública tendo o Cardeal André Hercule de Fleury, no cargo de seu primeiro-ministro.


Em  14 de Setembro de 1737, foi publicado um decreto proibindo  a partis daquela dia todas as reuniões secretas ou reservada, formação de associações qualquer que fosse o pretexto e qualquer que fosse a denominação estaria proibida.

 A maçonaria que por  manter reuniões secreta estava proibida.

 Depois foi  a vez do Papa Clemente XII, a 28 de Abril em 1738,  proibiu os católicos de se tornarem membros de  lojas maçônicas através da bula

 In eminenti apostolatus specula.[4]

Foi então partir de 1738 que surge a discórdia da Igreja Católica  e a maçonaria por manter suas reuniões em lugares secretos e proibindo seus fieis se tornarem maçons.

 

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Capítulo 4




Mário Marinho de Carvalho Behring,




No século XIX surge Mário Marinho de Carvalho Behring, mineiro de Ponte Nova, nascido em 27 de janeiro de 1876.  Engenheiro Agrônomo, jornalista e escritor, um jovem muito talentoso e dedicado em seus trabalhos.

Iniciou na maçonaria simbólica em sua cidade natal em 20 de setembro de 1898, na Loja Maçônica “UNIÃO COSMOPOLITA” com apenas 22 anos de idade, chegando sem muita demora a empunhar o Primeiro Malhete de sua Oficina,  continuou  em Ponte Nova até 1901, quando se transferiu para a cidade do Rio de Janeiro, então capital da República.
Pelo seu comprovado gosto pelos estudos Maçônicos. foi nomeado Membro da Comissão de Redação do Boletim Oficial do Grande Oriente do Brasil, até então a única potência maçônica simbólica existente no Brasil.

Em 1906 foi eleito Grande Secretário Adjunto do"GOB".
Em 1907 elaborou o Projeto de Constituição daquela potência maçônica, que nesse mesmo ano foi promulgada. Também em 1907 foi eleito membro efetivo do então Supremo Conselho do Grau 33 para o Estados Unidos do Brasil.

Mário Behrig, como grande estudioso que era, começou a comparar seus estudos sobre a Ordem com as estruturas do Grande Oriente do Brasil, passando a influenciar na reformulação dos procedimentos da mesma.

Em 1908 criou o Conselho Geral da Ordem, passando a exercer o cargo de Grande Orador, por sucessivas reeleições permanecendo no cargo até 1917.
De 1909 a 1912 exerceu por duas vezes o cargo de Grande Secretário interino. Em 1919 foi eleito Grande Chanceler e em 1921, Grão-Mestre-Adjunto, vindo a exercer por duas vezes o cargo de Grão Mestre em caráter interino.

Mário Behring, já compreendendo que a maçonaria praticada no Brasil era considerada irregular no âmbito internacional, pelo fato de que os dois cargos, o do Grão Mestrado e do Supremo Conselho não podem ser administrados por uma mesma diretoria.
Ao participar como Grão Mestre Adjunto do GOB no Congresso de Lausanne em 1921, começou a sugerir ao GOB a regularização da mesma, pois o Supremo Conselho do Grau 33 teria que ser administrado por um maçom que fosse investido no Rito e serem grau 33 independente do Grão Mestre do Grande Oriente.
Tal questão já havia sido objeto de consideração em vários Congressos Internacionais e a maçonaria brasileira sendo alertada do perigo dessa união que poderia arrastar o Supremo Conselho à irregularidade. Tal advertência repetiu-se no Congresso de Lausanne de 1921.
No ano seguinte, em 1922, ele sendo eleito ao cargo de Grão Mestre Geral e também ao de Soberano Grande Comendador.

 No cargo de Grão Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil ele foi o décimo nono irmão a ocupar este tão importante cargo na maçonaria simbólica brasileira, do período de sua fundação em 1822 até 1925.

No cargo de Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria Para a República Federativa do Brasil ele foi o décimo oitavo brasileiro a ocupar este tão importante cargo no Brasil do período de sua instalação em 1832 até 1933.

Mario Behring, ao tomar posse no cargo de Grão Mestre Geral da maçonaria simbólica do Grande Oriente do Brasil, também no de Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria Para a República Federativa do Brasil em 1922.

De imediato inicia o trabalho de separação dos corpos maçônicos, iniciativa que durou de 1922 a 1925, em um período de muita turbulência na administração da maçonaria brasileira.
Em seu mandato de 28 de junho de 1922 a 13 de julho de 1925, investindo-se no cargo na data prevista e recebendo do Grão Mestre Tomás Cavalcante de Albuquerque, fez sentir ao Grande Oriente do Brasil e ao Supremo Conselho a irregularidade que existia.
 Foi a partir desse período que passou a trabalhar na separação dos dois Altos Cargos, onde cada um elegeria, separadamente, seus dignitários máximos.
Da criação do Supremo conselho no Brasil em 1832 a 1925 foram noventa e três anos e sua história, em grande parte, confunde-se com a história do Grande Oriente do Brasil, elevando o Supremo Conselho a uma pura rotina administrativa interna.

A partir de 1864 apenas um Soberano Grande Comendador do supremo Conselho do Brasil não consta na relação de Grãos Mestres do GOB que ao mesmo tempo estava exercendo os dois cargos foi Joaquim Saldanha Marinho de (1872-1883).
Mário Behring foi o decimo primeiro Grão Mestre do GOB que ao tomar posse no Grão Mestrado estava assumindo também o Supremo Conselho.
Os Grãos Mestres que ocuparam ao mesmo tempo os dois cargos foram:

•De 1865-1870 - Joaquim Marcelino de Brito.
•De 1870-1872 - José Maria da Silva Paranhos.
De 1872-1883- Joaquim Saldanha Marinho. ”Não”
•De 1883-1885 - Francisco José Cardoso Júnior.
•De 1885-1890 - Luiz Antônio Vieira da Silva.
•De 1890-1891 - Manoel Deodoro da Fonseca.
•De 1891-1901 - Antônio Joaquim de Macedo Soares.
•De 1901-1904 - Quintino Bocaiúva.
•De 1904-1916 - General Lauro Nina Sodré e Silva.
•De 1916-1919 - Nilo Procópio Peçanha.
•De (1919-1922) General Thomaz Cavalcante de Albuquerque.
•De 1922-1925 - Mário Marinho de Carvalho Behring.

Uma vez concluída a separação dos dois corpos, seguindo o modelo do resto do mundo, Mário Behring não mais se candidatou ao cargo de Grão Mestre, mas sim ao de Soberano Grande Comendador. Reelegendo para o período de 1925 até 1933, sendo agraciado com o título de Soberano Grande Comendador “ad vitam”.
 Seu sucessor no Grão Mestrado foi o Irmão Vicente Saraiva de Carvalho Néri.
Nessa negociação, o Grande Oriente do Brasil foi reconhecido pelo Supremo Conselho como a única potência regular no Brasil para os três graus simbólicos do 1 ao 3 do Rito Escocês Antigo e Aceito.
Assim como o Grande Oriente do Brasil reconheceu o Supremo Conselho como a única potência regular no Brasil, com jurisdição sobre os graus superiores do 04 ao 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito, traçando assim uma linha divisória entre a Maçonaria Simbólica dos Grãos 1 ao 3 e dos Graus Superiores do Grau 4 ao 33.
“A maçonaria simbólica não depende da dos Graus superiores para sua existência, mas ao contrário, a dos Graus superiores do 4 ao 33 depende totalmente a dos Graus Simbólicos ou seja, para pertencer a dos Graus superiores o maçom necessariamente deve ser mestre e estar regular em uma loja simbólica.”

Sucessores de Mário Behring no Grão Mestrado:

De (1925-1926): Vicente Saraiva de Carvalho Neiva.
De (1926-1927): João Severiano da Fonseca Hermes.
De (1927-1933): Octávio Kelly.